À noite desceu um cheiro de umidade
que lembrava um aperto no peito.
Lembrava outras noites molhadas
em que se contorcia por não poder dominar
o que lhe era de direito.
Enlouquecia por supor o que ocorria
em territórios inalcançáveis
que ela sabia ser seu dever não adentrar.
Insegurança descarada,
disfarçada de mera distração.
A lembrança de um peito sufocado
ressalta a sensação de alívio
do ar fresco invadindo os pulmões.
Ela espreguiçou,
estalou os dedos,
alongou o corpo.
Sorveu a vida nas coisas simples,
no mundo cheio de possibilidades.
O repuxo era forte,
volta e meia.
Mas ela tinha os pés cravados no chão
e o olhar na direção certa.
Meio angustiante...
ResponderExcluirMt legal teu blog Carolona
ResponderExcluirPolly é a Fernanda, do Simoon
ResponderExcluirComo diria o Jack, vou avançar por partes:
ResponderExcluirO aperto sempre esteve lá, no peito ou na cuca, mas em alguns momentos ele fica evidente, bem mais do que em outros, daí a angustia. Contudo se lhe fosse realmente de direito já estaria dominado, então havia muita dúvida no ar ...
O que está distante sempre será inalcansável ao toque, mas ao pensamento não, mas quanto ao domínio isso depende do contrato, se bem feito ...
Isso não parace lembrança, mas realidade e ai sim tem um grande valor o ar que entra nos pulmões.
Mas bah, tche, arremangou as bombachas e se lascou de espora e mango, .....
Mas não foi a luta, porque era de paz e não de guerra ....
Assim como os filósofos, nós todos só evolúimos e avançamos por meio de crises, são elas que desfazem nossos mapas e quebram nossas bússolas para testar nossa firmeza.
O mundo realmente é cheio de possibilidades, o que falta é coragem.
ResponderExcluirJefhcardoso do http://jefhcardoso.blogspot.com