quinta-feira, 20 de maio de 2010

Against Tsunamis

À noite desceu um cheiro de umidade
que lembrava um aperto no peito.
Lembrava outras noites molhadas
em que se contorcia por não poder dominar
o que lhe era de direito.

Enlouquecia por supor o que ocorria
em territórios inalcançáveis
que ela sabia ser seu dever não adentrar.
Insegurança descarada,
disfarçada de mera distração.


A lembrança de um peito sufocado
ressalta a sensação de alívio
do ar fresco invadindo os pulmões.

Ela espreguiçou,
estalou os dedos,
alongou o corpo.

Sorveu a vida nas coisas simples,
no mundo cheio de possibilidades.

O repuxo era forte,
volta e meia.
Mas ela tinha os pés cravados no chão
e o olhar na direção certa.

5 comentários:

  1. Como diria o Jack, vou avançar por partes:

    O aperto sempre esteve lá, no peito ou na cuca, mas em alguns momentos ele fica evidente, bem mais do que em outros, daí a angustia. Contudo se lhe fosse realmente de direito já estaria dominado, então havia muita dúvida no ar ...

    O que está distante sempre será inalcansável ao toque, mas ao pensamento não, mas quanto ao domínio isso depende do contrato, se bem feito ...

    Isso não parace lembrança, mas realidade e ai sim tem um grande valor o ar que entra nos pulmões.

    Mas bah, tche, arremangou as bombachas e se lascou de espora e mango, .....

    Mas não foi a luta, porque era de paz e não de guerra ....

    Assim como os filósofos, nós todos só evolúimos e avançamos por meio de crises, são elas que desfazem nossos mapas e quebram nossas bússolas para testar nossa firmeza.

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  2. O mundo realmente é cheio de possibilidades, o que falta é coragem.
    Jefhcardoso do http://jefhcardoso.blogspot.com

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