Toda a cidade agora conspirava por um desfecho.
O céu carregado refletia luzes laranja de segunda-feira
e o vento úmido tomava conta.
O pulso batia lento e regular, sem sobressaltos.
A respiração era constante, sem alterações.
Os dentes na barriga já não mordiam
nem provocavam cócegas.
Tudo se tornara insípido.
A inércia nesse corpo,
nesse solo infértil
exprimia uma astuta e vantajosa renúncia,
e trazia de volta o sono dos Deuses.
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