Hoje o vento trouxe um cheiro no ar... Cheiro de setembro, pólen, primavera. Promessa de coisas novas, nascentes.
Vai aquecendo e a gente florescendo... andando ao sol, correndo rua!
Trocou o ar nos pulmões,
queria gritar, mas não devia.
Não era desespero.
Era exaltação.
Talvez nem mesmo pudesse gritar,
por não haver palavras,
ou grunhidos capazes de dizer.
Riu em gargalhadas.
Por nada.
Inspirava fundo e algo ascendia dentro de si.
E o riso virava rio,
Por tudo.
Era como um bocejo,
só que maior,
bem mais embaixo,
e em todo o lugar.