quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Viagens oníricas, sonhos de outrem...

Às vezes escrever era como psicografar. Sabia que algo deveria sair, de si para o papel. Só não sabia ainda o que. Sempre fora assim. O novo olhar sobre o papel, depois de escrito, sempre a surpreendia.

Papel e caneta, sempre foram mais poéticos, como todas as coisas arcaicas, mas atualmente, quando algo tinha urgência de existir, de ser escrito, nascia direto nas teclas e na tela de seu computador. Essa sensação de ser a mão de uma caneta universal, simplesmente um meio, normalmente a acometia, e sabia que seus melhores textos não eram em verdade seus, e sim deles próprios, provenientes dessa linda vontade de nascer que a subjugava e a obrigava a escrever.

É claro, se questionava, se seriam mesmo seus os textos que concebia, e escrevia com a própria vontade? Seriam vivências e sentimentos verdadeiramente seus? Seriam realmente vivências e sentimentos de maneira geral? Ou seriam parte de um inconsciente coletivo, canalizado por ela em momentos de transe? Viagens oníricas, sonhos de outrem...

2 comentários:

  1. Talvez seja uma falsa questão, porque ao pensar que seus textos são deles mesmos ou dos outros tantos que nos compõem já é ter a resposta. Já a vontade, ela é nosso desejo, por vezes chamamos necessidade quando é um desejo incontrolável, vontade só quando é bem pouquinho, assim quase de frescura, ..."eu quero ...", hehehehe. Desejo é vontade e vice-versa. Quanto ao inconsciente coletivo, coitadinho ele não é isso e como diria meu amigo Gatt e seu fiel escudeiro Dele, essas noções freudianas fazem com o desejo ria-se de si mesmo.

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  2. A uns componho com vontade, outros com desejo... talvez seja mesmo essa a diferença, meu amigo!

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